Joyce Vieira

O poder de um bom experimento: o que aprendi com Erin Weigel no CRO Summit 2025

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21/10/2025

Spoiler: a maior ameaça ao crescimento não é errar o teste. É desenhar ele mal desde o começo.

Na última sexta, participei do CRO Summit 2025 e saí com uma certeza: a maturidade em Growth está evoluindo. Não é mais sobre ter boas ideias. É sobre transformar essas ideias em processos que geram resultado com consistência.

E foi a Erin Weigel quem mais me mostrou isso (uma coisa que poucos sabem, minha primeira formação é de Bacharel em Design Digital).

Ela subiu ao palco para falar sobre design de experimentos. Mas entregou muito mais que frameworks: trouxe clareza, profundidade e método.

Antes de testar, faça a pergunta certa

A Erin começou com a história de Ronald Fisher, estatístico que revisou centenas de testes antigos e concluiu que os dados eram inúteis. Não por erro na coleta, mas porque os experimentos tinham sido mal desenhados.

Isso ainda acontece todos os dias no digital: testes sem grupo de controle, amostras pequenas, hipóteses rasas e medições confusas.

O problema não é errar. É não aprender com o erro.

Design de conversão é sobre mudança real

Erin provocou: “Conversão não é só sobre vender. É sobre transformar.”

“Design não é só visual. É a representação da intenção.”

Design de conversão, então, é criar mudanças intencionais que geram impacto!

É nesse ponto que design, ciência e negócio se conectam.

O kit de ferramentas que virou guia de cabeceira

Ela compartilhou frameworks que ajudam a evoluir a forma como desenhamos, executamos e interpretamos testes. Alguns dos que destaquei:

  • Crie uma hipótese: projete como se estivesse certo
  • Valide: Teste como se estivesse errado.
  • Crie: Faça com cuidado. Aborda suposições sem evidências.
  • Decida: Faça o que é certo. Considerar o impacto de curto e longo

É esse tipo de repertório que transforma achismo em aprendizado. Vale a pena estudar: Good Experimental Design Toolkit

Pensamento sistêmico na prática

Ela mostrou a diferença entre pensamento linear e sistêmico. O primeiro é simples, direto, curto prazo. O segundo considera contexto, relações e consequências.

No dia a dia, isso se traduz assim: é melhor testar menos, mas melhor, com qualidade!

Disclaimer: eu mesma já estive em disputas internas onde queriam rodar 50/100 testes sem metodologia nenhuma.

Puramente pelo achismo de que testar mais traria aprendizados mais rapidamente.

A imagem que ela mostrou do backlog foi perfeita: um monte de entregas com pouco impacto. Depois, menos entregas com experimentos bem desenhados. Resultado: crescimento real.

A palestra da Erin foi mais do que inspiradora, foi transformadora! Foi um convite à maturidade. Maturidade como profissional, como time, como negócio.

Outras palestras que reforçaram a mesma direção

Vitoria Comarin usou futebol para explicar atribuição no GA4. Mostrou que não dá pra dar crédito só para o gol, e que IA generativa já começa a ajudar na leitura e projeção de dados. Dados melhores geram hipóteses melhores!

André Vieira falou da evolução de CRO para CJO. Testar páginas isoladas não resolve! A jornada inteira precisa ser desenhada, medida e iterada com método. Jornada como serviço e personalização em escala.

Rafael Buitrago apresentou o case da Latam Airlines. 800% a mais de experimentos em dois anos. Padronização, plataforma, cultura e indicadores de saúde. Não é só quantidade, é ritmo com qualidade.

Carlos Trujillo conectou experimentação com o negócio. Stack bem integrada, ResearchXL como base e foco em melhorar LTV, margem e retenção. Testar não é otimizar botão, é responder perguntas que movem o P&L (funil).

Gabriel Mineiro chegou falando sobre decisões com visão de longo prazo. Muitos times estão buscando o máximo local, mas o maior valor está em pensar em recorrência, recompra e experiência completa. Liderança em Growth e CRO é saber onde se quer chegar, não só o que se quer testar!

O CRO Summit 2025 me transformou

O CRO SUMMIT 25: transformou como eu vejo o papel da experimentação em crescimento. E todos os outros painéis reforçaram a mesma mensagem: fazer experimentos não é diferencial, é responsabilidade. Fazer bem feito é o que separa o crescimento real do ruído bonito no relatório.

Que esse evento marque o início de um novo ciclo: mais cultura de aprendizado constante, mais perguntas boas e mais coragem pra errar bem e crescer junto.

Não é sobre testar tudo, é sobre testar com intenção!

Compartilhe este artigo com alguém e let’s Growth (with good experiments) Together.

#CROSummit2025 #ErinWeigel #ExperimentaçãoComPropósito #GrowthStrategy #MulheresDeGrowth #DesignDeConversão #CulturaDeCrescimento

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