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Dynamic Yield: como implementar via script ou Experience API (e quando usar cada um)

Por CRO Brasil ·

Dynamic Yield: como implementar via script ou Experience API (e quando usar cada um)

Recomendação de produto boa começa muito antes do algoritmo: no feed, no contexto de página e nos eventos. Veja os componentes de uma implementação completa da Dynamic Yield.

Comparação entre implementação por script e Experience API no Dynamic Yield
Script no navegador x Experience API no servidor.

Índice do artigo

A Dynamic Yield é conhecida pelo que o usuário vê: vitrines de “quem viu também comprou”, banners personalizados, testes. O que decide se isso funciona é invisível: o catálogo sincronizado, o tipo de página informado corretamente e o evento de compra chegando inteiro.

O que é a Dynamic Yield?

A Dynamic Yield é uma plataforma de personalização, recomendação de produtos e testes, gerenciada pelo console Experience OS. Ela usa comportamento de navegação, catálogo e eventos para montar experiências 1-a-1, segmentações e otimização de conteúdo.

Em uma frase: a Dynamic Yield decide o que mostrar para cada usuário; a sua implementação decide se ela tem dado suficiente para decidir bem.

Script ou Experience API?

Existem dois caminhos, com as mesmas capacidades de personalização e coleta:

  • Script no site: coleta dados e renderiza campanhas criadas e publicadas inteiramente no Experience OS.
  • Experience API (server-side): endpoints chamados pelo código do seu site; a resposta chega para a sua aplicação, que decide como renderizar.

A recomendação oficial é usar os dois, escolhendo script em algumas áreas e API em outras.

Por que usar API? Ela elimina flicker, entrega a mesma experiência em canais diferentes, não expõe a estratégia de campanhas no navegador e ajuda em privacidade. O custo é exigir desenvolvimento, e, se você usa CDN, garantir que a página pode entregar conteúdo dinâmico em vez de totalmente cacheado.

Os 5 componentes de uma implementação completa

  1. Seções: cada site ou app é uma section no Experience OS, o centro de toda a operação.
  2. Feed de produtos: o catálogo sincronizado por arquivo CSV ou API, com suporte a múltiplos idiomas. É ele que alimenta afinidade, recomendações e social proof.
  3. Contexto de página e pageviews: a Dynamic Yield precisa saber o tipo de cada página (home, categoria, produto, carrinho) para medir personalização e calcular recomendações. Via API, o pageview é reportado pelo Choose ou pelo endpoint de Pageviews.
  4. Renderização de campanhas: campanhas de script vivem no Experience OS; campanhas de API são criadas lá mas chamadas pelo endpoint Choose.
  5. Eventos: implementados por snippet no site ou pelo endpoint de Reporting Events. Ambos exigem desenvolvimento.

O endpoint Choose na prática

O Choose ativa uma ou mais campanhas pelo nome (o API Selector Name definido no console), resolve regras de targeting e alocação de grupos de teste e devolve a variação certa para o usuário. Normalmente ele é chamado dentro do pipeline de renderização da página.

O fluxo: identifique as campanhas que fazem parte do conteúdo da página, chame o Choose pedindo as variações e, se o script não roda naquela página, aproveite a mesma chamada para reportar o pageview.

Para quem quer o melhor dos dois mundos, há templates client-side para campanhas server-side: o Choose devolve um token, e o front busca o template (HTML, CSS e JS) correspondente e preenche as variáveis.

Eventos: o que é obrigatório

A Dynamic Yield oferece esquemas de eventos predefinidos, eventos customizados e até eventos disparados fora do site via pixel. Para e-commerce, Add to Cart e Purchase são obrigatórios: são usados como metas de otimização e alimentam o perfil de afinidade do usuário. Segundo a documentação, na grande maioria dos casos as chamadas de evento respondem entre 5 e 25 ms.

Uma dica de qualidade de dado: reportar eventos pelo servidor facilita evitar ruído de bots.

Boa prática: o evento de compra da Dynamic Yield tem que bater com o purchase do GA4. Se não bate, a otimização está aprendendo com dado errado.

Cookies server-side: o detalhe que salva a identificação

O script guarda informação do usuário em cookies e local storage. A orientação oficial é que o cookie de usuário seja definido pelo backend no seu domínio, para não sofrer com as políticas de expiração de cookies dos navegadores. É o mesmo princípio que motiva o GTM Server-Side: cookie first-party definido pelo servidor dura mais e identifica melhor.

Clique e atribuição em campanhas via API

Em campanhas via API, guarde os identificadores únicos que vêm na resposta do Choose. Quando o usuário clicar numa variação ou num produto recomendado, esses identificadores precisam ser devolvidos à Dynamic Yield. Sem isso, a plataforma não sabe qual recomendação gerou o clique, e o relatório de desempenho da campanha fica vazio.

Os erros que mais aparecem

  1. Feed de produtos desatualizado, recomendando item sem estoque.
  2. Tipo de página informado errado, confundindo o algoritmo.
  3. Evento de compra duplicado ou com valor diferente do GA4.
  4. Cookie de usuário definido só pelo navegador, perdendo identificação no Safari.
  5. Campanhas via API sem devolver os identificadores de clique.

Perguntas frequentes sobre Dynamic Yield

O que é a Dynamic Yield?

Uma plataforma de personalização, recomendação de produtos e testes, operada pelo console Experience OS.

Qual a diferença entre script e Experience API na Dynamic Yield?

O script coleta dados e renderiza campanhas no navegador; a Experience API é chamada pelo servidor e devolve a variação para a sua aplicação renderizar, sem flicker.

O que é o endpoint Choose?

O endpoint principal da Experience API: ativa campanhas pelo nome, resolve targeting e grupos de teste e devolve a variação do usuário.

Quais eventos são obrigatórios no e-commerce?

Add to Cart e Purchase.

Preciso de feed de produtos?

Sim. O feed alimenta afinidade, recomendações e mensagens de prova social.

Posso usar script e API juntos?

Sim, e é a recomendação oficial: script em algumas áreas, API em outras.