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Case CRO: como a Black Skull aumentou em 56% sua taxa de conversão

Por Paula Bernardo Athayde ·

Case CRO: como a Black Skull aumentou em 56% sua taxa de conversão

A Black Skull é referência nacional em suplementos esportivos e opera em modelo D2C (Direct to Consumer). Mesmo com uma marca forte, a presença digital precisava acompanhar o comportamento de um público exigente e altamente digitalizado, que exige velocidade, clareza e fluidez, especialmente no mobile.

A missão era clara: reestruturar o e-commerce para maximizar conversões, engajamento e receita sem perder performance. Não se tratava de redesenho estético, e sim de repensar os pontos da jornada que travavam a decisão de compra.

Em 30 dias, a nova jornada elevou a taxa de conversão em 56%, chegando a 1,73%, com +108% na adição ao carrinho e R$ 8,1 milhões em receita total (+67,5%).

O problema

O e-commerce entregava a marca, mas não a experiência. A velocidade, a clareza e a fluidez exigidas pelo consumidor no mobile não estavam refletidas na jornada. Cada ponto de atrito na home, na página de produto e no checkout custava conversão em um público que decide rápido e abandona rápido.

O desafio, portanto, era tratar performance e experiência como frentes inseparáveis. Esse é o mesmo caminho defendido em Cultura de experimentação e testes A/B como motor da transformação digital.

O que foi testado

Durante 30 dias, a equipe da Wicomm, em parceria com o time da Black Skull, aplicou uma série de melhorias estratégicas em pontos-chave da jornada. O controle era a jornada anterior, mais lenta e com mais fricção; a variação foi a nova estrutura desenhada com foco em valor percebido e fluidez.

O resultado

A transformação digital entregou muito mais do que estética. Os números do período foram expressivos:

  • +56% na taxa de conversão, chegando a 1,73%
  • +108% na adição ao carrinho
  • +25% na taxa de engajamento
  • R$ 8,1 milhões em receita total (+67,5%)
  • 42.565 transações (+61,6%)
  • 37.450 compradores únicos (+55,7%)
  • Queda de -88,5% na taxa de rejeição

O que dá para aprender

  1. UX é estratégia, não estética: a nova estrutura foi desenhada com foco em fluidez, clareza e impacto comercial.
  2. Mobile não é mais tendência, é obrigação: a performance no mobile foi determinante para o crescimento em conversão.
  3. Checkout simplificado converte mais: reduzir cliques e incertezas transformou a jornada em uma experiência sem atrito.
  4. Testar é escalar com inteligência: cada insight foi validado com dados antes de ser expandido para outras áreas do site.

O que explica o tamanho do resultado é a soma dos pontos: cada frente removia um atrito diferente. Home e PDP reduziam a dúvida, o menu mobile acelerava a navegação, o checkout diminuía a incerteza e as vitrines de produtos similares aumentavam o ticket médio. Nenhuma dessas mudanças isolada justificaria o número; juntas, mudaram a jornada inteira.

O sucesso do projeto levou a Black Skull a adotar a cultura de CRO de forma contínua, tratar performance e experiência como frentes inseparáveis e priorizar personalização, velocidade e dados na operação digital. É um caso que se soma a outros do mesmo tipo, como Case Study: CRO na Prática para um eCommerce de Produtos Alimentares 100% Portugueses.

Próximos passos

O case mostra que a união entre experiência do usuário e foco em performance pode transformar um canal de vendas em uma plataforma de crescimento. O próximo passo natural é replicar os aprendizados em canais de mídia, CRM e funil de aquisição, mantendo o hábito de validar cada mudança com dados antes de escalar.

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